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Transplante Capilar
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Caso real: correção de um transplante capilar realizado no mercado negro

Dr. Augusto Guerreiro

Dr. Augusto Guerreiro

Diretor Clínico e Especialista em Dermoestética e Transplantes Capilares

O Dr. Augusto Guerreiro domina as técnicas mais inovadoras de transplante capilar e está sempre a par das novas tendências de dermoestética. É conhecido por conseguir resultados naturais de excelência. Conheça melhor o Dr. Guerreiro.

Fez um transplante capilar, mas o resultado ficou pouco denso, artificial ou diferente do que lhe foi prometido? Quando a primeira cirurgia não respeita o diagnóstico, a área dadora e o padrão natural do cabelo, a correção pode tornar-se mais complexa.

Neste artigo, vai conhecer o caso real de um paciente de 37 anos que procurou a Clínica LHR após um transplante capilar realizado no chamado mercado negro. Descubra os riscos destas intervenções, o que avaliámos, como planeámos a correção com 4 800 unidades foliculares e que resultado foi possível alcançar.

O que é o mercado negro do transplante capilar e quais são os riscos?

O mercado negro do transplante capilar inclui estruturas onde etapas médicas ou cirúrgicas são realizadas por pessoas sem habilitação adequada, sem supervisão médica ou sem transparência sobre quem assume a responsabilidade pelo procedimento.

O problema está na ausência de diagnóstico, no planeamento padronizado e na execução de cirurgias em massa, muitas vezes com pouca intervenção do médico que é apresentado ao paciente.

Os dados mais recentes da ISHRS mostram que estes casos têm aumentado. Em 2024, os médicos participantes no seu inquérito indicaram que, em média, 10% dos casos de correção estavam associados a transplantes anteriores realizados no mercado negro, face a 6% em 2021. Além disso, 59% dos membros referiram existir clínicas deste tipo nas suas cidades, comparativamente a 51% em 2021.

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A área dadora é limitada. Cada unidade folicular retirada deixa de estar disponível para uma intervenção futura. Se a extração não respeitar a densidade e a distribuição natural desta zona, o paciente pode ficar com rarefação visível e menos recursos para uma correção.

Por isso, é importante confirmar quem vai realizar o seu transplante capilar, é um médico ou um técnico? E qual é a responsabilidade de cada profissional ao longo da cirurgia?

Caso real: como corrigimos um transplante capilar realizado no mercado negro?

Agora que já conhece os riscos associados ao mercado negro do transplante capilar, descubra como esses problemas se refletiram num caso real e que decisões clínicas permitiram planear a correção.

O que avaliámos antes do transplante capilar corretivo?

Antes de propor uma nova cirurgia, foi necessário perceber se o paciente ainda tinha condições para corrigir o resultado anterior.

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O paciente tinha 37 anos e apresentava alopecia androgenética masculina de grau V na Escala de Hamilton-Norwood. A perda de cabelo afetava a linha frontal, a zona média e a coroa.

Na avaliação, analisámos:

  • o padrão e a extensão da alopecia;
  • a densidade obtida no primeiro transplante;
  • a distribuição dos enxertos anteriores;
  • a integração entre cabelo transplantado e cabelo nativo;
  • o estado e a densidade da área dadora;
  • o número de unidades foliculares ainda disponíveis;
  • as zonas com maior prioridade visual;
  • a possibilidade de a alopecia continuar a avançar.

O transplante anterior tinha deixado um resultado insatisfatório, com pouca densidade face à extensão da área tratada e um crescimento dos fios que comprometia a naturalidade.

O plano era corrigir a continuidade entre as diferentes zonas e melhorar a naturalidade global.

Também tivemos de considerar as limitações da área dadora.

Num segundo transplante, já não partimos dos mesmos recursos de uma primeira cirurgia. Cada decisão deve preservar o próprio cabelo e evitar uma nova extração excessiva.

Como planeámos a correção deste transplante capilar?

Definimos um procedimento corretivo com 4 800 unidades foliculares, distribuídas entre a linha frontal, a zona média e a coroa.

O plano teve três objetivos principais:

  • melhorar a definição e a naturalidade da linha frontal;
  • aumentar a densidade e a cobertura da zona média;
  • reforçar a coroa sem comprometer a área dadora.

A distribuição não foi uniforme. Cada zona exigiu uma abordagem diferente.

A linha frontal tem maior impacto no enquadramento do rosto, enquanto a zona média precisa de criar continuidade. Na coroa, o padrão circular do cabelo influencia a direção e a colocação dos enxertos.

Procurámos utilizar os recursos disponíveis de forma estratégica, para obter uma maior densidade visual e um resultado mais equilibrado.

Como realizámos o transplante capilar corretivo?

A correção foi realizada através da técnica FUE, segundo o protocolo FUE Premium da Clínica LHR.

Na técnica FUE, as unidades foliculares são extraídas individualmente da área dadora e implantadas nas zonas com falta de cabelo.

No entanto, num transplante corretivo, o resultado depende também da precisão com que cada folículo é preservado, posicionado e integrado no cabelo existente.

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No protocolo FUE Premium da LHR, o procedimento inclui:

  • extração com micro punches de 0,7 a 0,8 mm;
  • obtenção de cerca de 1.000 a 1.200 unidades foliculares por hora;
  • implantação com o método FDI, com marcação prévia do lugar de cada folículo;
  • preservação das unidades foliculares em solução Custodiol;
  • aplicação de Liposomal ATPv para favorecer a sobrevivência dos folículos após o transplante;
  • acompanhamento médico ao longo de 12 a 18 meses.

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Que resultado alcançámos com o transplante capilar corretivo?

O procedimento permitiu aumentar a densidade nas três zonas tratadas e criar maior continuidade entre a linha frontal, a zona média e a coroa.

O resultado deve ser avaliado pela cobertura alcançada, mas também pela forma como o cabelo se integra com o rosto e com os fios que já existiam.

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Como acompanhámos o paciente após o transplante capilar?

O transplante capilar redistribui cabelo para as zonas afetadas, mas não impede que a alopecia continue a afetar os fios nativos. Por esse motivo, o acompanhamento não terminou no dia da cirurgia.

Para este paciente, foi definido um plano com:

  • Dutasterida, 0,5 mg por dia;
  • Minoxidil oral, 2,5 mg por dia;
  • PRP trimestral.

O objetivo foi ajudar a preservar o cabelo existente, acompanhar a evolução da alopecia androgenética e otimizar o resultado global do novo enxerto.

Atenção, este plano foi definido para este caso concreto. A dutasterida e o minoxidil oral exigem avaliação, prescrição e seguimento médico. As doses apresentadas não devem ser entendidas como uma recomendação geral.

Durante o acompanhamento, avaliamos:

  • o crescimento dos novos fios;
  • a resposta do cabelo nativo;
  • a evolução da densidade;
  • o estado da área dadora;
  • a necessidade de ajustar o tratamento.

Afinal, é ou não seguro procurar clínicas no estrangeiro para realizar um transplante capilar?

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Sim, desde que escolha uma clínica com responsabilidade médica, critérios clínicos claros e acompanhamento antes e depois da cirurgia. O risco surge quando o preço ou a rapidez se sobrepõem à segurança e ao planeamento do transplante capilar.

Na Clínica LHR, recebemos pacientes de Portugal e de outros países. O acompanhamento à distância é preparado desde a avaliação inicial e mantém-se durante a recuperação e o crescimento do cabelo transplantado.

O que diferencia a nossa abordagem:

  • realizamos apenas um transplante capilar por dia;
  • cada cirurgia tem um planeamento individual;
  • o médico acompanha o paciente e assume a responsabilidade clínica;
  • avaliamos a alopecia, a área dadora e a possível evolução da queda;
  • explicamos o que é possível alcançar e quais são as limitações;
  • mantemos o acompanhamento após o paciente regressar ao seu país ou cidade.

A nossa prioridade é dedicar a atenção necessária a cada caso. Mais do que a técnica utilizada, importa quem avalia, planeia e executa o procedimento, como são distribuídos os enxertos e de que forma se preserva a área dadora.

Pode aprofundar este tema no artigo: Técnica FUE em transplante capilar: quando a produção em massa compromete.

Qual é o compromisso médico e ético da Clínica LHR?

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Na Clínica LHR, cada caso é avaliado de forma individual, tendo em conta o resultado anterior, o estado da área dadora e o benefício real de uma nova cirurgia. O objetivo é definir uma solução segura, realista e adequada às condições de cada paciente.

Quando existem condições para avançar, definimos um plano adaptado ao paciente. Quando a área dadora está demasiado fragilizada ou as expectativas não são realistas, explicamos as limitações com total transparência.

O nosso compromisso inclui:

  • avaliação médica individual;
  • planeamento adaptado ao presente e ao futuro da alopecia;
  • preservação da área dadora;
  • um transplante capilar por dia;
  • acompanhamento antes, durante e depois da cirurgia;
  • expectativas realistas;
  • recusa do procedimento quando não existe indicação segura.
“Como médico dedicado à restauração capilar e membro da ISHRS, considero essencial que o paciente saiba quem o avalia, quem realiza a cirurgia e quem ficará responsável pelo acompanhamento do seu caso.” - Dr. Augusto Guerreiro

Se realizou um transplante capilar e não está satisfeito com o resultado, marque uma avaliação capilar e saiba o que pode ser corrigido, quais são as limitações e que abordagem faz sentido para o seu caso.

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